7 de julho de 2017

Ano de 2006 Comemorações



Faz precisamente 11 anos, que me convidaste para as comemorações da festa da tua empresa.

O coro em que te incluías actou para os convivas ao descer dumas escadas. Eu olhava-te embevecida, enquanto olhavas para mim.
 Já uma vez te disse que o timbre da tua voz era muito semelhante à do Rui Veloso. Adorava ouvir-te cantar.
Numa das actuações do coro, no Convento dos Cardais, cantaste uma musica apenas para mim.
Foi um momento único.
Depois da actuação, introduziste-te por entre os outros presentes e fingimos não nos conhecer.
Enquanto tomavas um drink, com um pequeno grupo de pessoas, passei por ti dando-te um toque,  fingindo ser casual.
Daí a pouco  tempo, dirigiste-te à saída, tendo feito um dissimulado sinal, para que fosse atrás de ti. Fui.
Conduziste-nos para uma sala com equipamentos e aí beijámos-nos com um beijo "dos nossos", assim os designávamos.
Mais tarde, trouxeste-me de carro até casa. Pelo caminho encostavas a tua cabeça à minha dando-me a mão, enquanto com a outra conduzias.

Nessa altura tentavas-me conquistar e eu deixava.
 Um ano mais tarde, irremediavelmente apaixonada e rendida ao teu todo, foste o meu mais que tudo.
Suspeito que ainda hoje o sejas, mesmo que não o saibas. O teu amor foi-se como o tempo. O meu permanece comigo.

Guardo na memória esse dia, no meio de outras tantas boas recordações. Fazias-me sentir especial.
É assim que nos fazem sentir os conquistadores.

Hoje, vejo pelo video online as comemorações de mais uma década, e não posso evitar uma lágrima teimosa, sou assim um vidrinho quebrado como tu me conheces.

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